Nome: Guaivira ou goivira, goaivi, solteira, quiebra, tibiro-saltador e salteira

Nome científico: Oligoplites saurus

Características: Espécie costeira, de pele lisa e escamas bem pequeninas. Seu corpo é alongado, estreito e comprimido, com espinhos anteriores curtos, que ficam mais evidentes e maiores nos peixes jovens. Os maxilares são grandes e estreitos com uma única série de dentes no maxilar superior e com o perfil do inferior muito convexo. As escamas na pele dão a esta espécie uma aparência muito macia. A nadadeira dorsal e anal é formada por raios praticamente isolados. As nadadeiras são pequenas e a caudal é a maior delas. A dorsal tem quase o mesmo tamanho da nadadeira anal. O pedúnculo caudal é estreito, com uma nadadeira bifurcada e grande garantindo maior velocidade


Hábitos: os indivíduos mais novos têm o hábito de ficar flutuando na superfície, porém com a cabeça voltada para baixo, para evitar que sejam facilmente identificados pelos seus predadores naturais. Usam esse método como disfarce. Acredita-se que a reprodução da espécie é feita em canais de mangue e estuários e não em mar aberto, como acontece com as demais espécies da família


Curiosidades: costumam formar médios e grandes cardumes, que vão desde a superfície até o fundo do mar, onde se alimentam de peixes menores, lulas e alguns crustáceos. A espécie acompanha as marés atrás de alimento e suporta grandes variações de salinidade. Quando estão próximas à superfície, as guaiviras dão vários e repetitivos saltos espetaculares fora d’água para capturar suas presas
Onde encontrar: é uma espécie oceânica encontrada desde a superfície até grandes distâncias da praia. Os maiores exemplares não têm uma faixa específica de profundidade, porém prevalecem em água com temperatura ao redor de 28 º C. Os indivíduos jovens são vistos em cardumes nos mangues e estuários, nas baías, ao longo das praias, costões rochosos, parcéis, foz de rios, canais litorâneos e ao redor de ilhas e pontas de pedras. Eles preferem águas túrgidas às mais claras. Exemplares são bastante comuns e mais ativos no verão ou durante o dia e, durante o ano todo, em regiões de clima quente. Eles distribuem-se em todo o litoral brasileiro, desde o estado do Amapá até o Rio Grande do Sul


Dica para pescá-lo: a pesca da guaivira com equipamento de mosca é bastante divertida. Equipamentos número 6 a 8 com 9′ de comprimento e com streamers médios atados em anzóis 2 a 1/0 são infalíveis para fisgar a espécie.