Nome: Olhete


Nome científico: Seriola lalandi

Características: Esses elegantes peixes habitam a costa brasileira e mundial e realizam os sonhos de muitos pescadores esportivos. Extremamente combativos e velozes, dão tremendas canseiras àqueles que se dedicam a sua captura. A coloração é geralmente azulada no dorso e branca no centre. Uma faixa longitudinal amarelada geralmente está presente na lateral do corpo após a cabeça até o pedúnculo caudal. A maior altura do corpo está contida, aproximadamente, quatro vezes no comprimento padrão (aquele que vai da ponta do focinho até o final da coluna vertebral). Atingem pouco mais de 1,25 m e 40 kg.


Hábitos: Parentes próximos dos olhos-de-boi, são geralmente encontrados em fundos de pedras, parcéis, costões rochosos e nas áreas externas voltadas para o mar profundo em recifes de corais. Nadam em cardumes numerosos. Entretanto, quanto maiores os exemplares, menor o seu número. Embora considerados pelágicos, habitam preferencialmente regiões costeiras, associados ao ambiente onde são encontrados. Alimentam-se de peixes, lulas e crustáceos associados a fundos rochosos. Os cardumes podem permanecer alguns dias em certas regiões, notícias muitas vezes passadas entre pescadores. A reprodução ocorre em alto mar onde os ovos eclodem, cresce e se desenvolvem. Os pequenos estão geralmente associados a objetos flutuantes como algas, que usam como camuflagem tanto de proteção contra grandes predadores, como para atacar suas vítimas como camarões etc.


Curiosidades: Uma característica que diferencia essa das demais espécies do gênero no Brasil é o número de rastros branquiais do primeiro arco branquial do lado esquerdo da cabeça, de 21 a 23, excluindo os rudimentos. No caso dos olhos-de-boi, existem de 11 a 19 rastros. É a espécie do gênero que apresenta o corpo mais alongado, o que permite distingui-la facilmente das demais.


Onde encontrar: Em toda a costa brasileira, pelágicos e costeiros, percorrem da superfície ao fundo. São comuns em cardumes pequenos e preferem águas batidas. Caçam em grupos, emboscando cardumes junto a parcéis, lajes e ilhas, conduzindo-os para águas abertas e atacando em seguida. Nos meses quentes, são mais freqüentes em mar aberto, acompanhando sargaços e outros detritos na superfície.

Dicas para pescá-lo: Se perceber que o cardume não se interessa por iscas artificiais, não adianta insistir. Troque para iscas naturais de filés de sardinha ou lula cortados em formatos alongados assemelhando-se a pequenos peixes.