Nome: PEIXE PORCO, CANGULO

Nome científico: Balistes capriscus

Habitat e comportamento: em linhas gerais como o Cangulo-Rei, porém preferem águas de
baías e ao largo de praias e ilhas, sobre fundos de areia, cascalho e bancos de algas, de 3 a 50
metros. No verão formam cardumes muito grandes, ocupando da superfície ao fundo,
aparentemente com função reprodutiva, que é similar ao do Cangulo-Rei, acontecendo em
fundos rochosos e de cascalho. Toleram alterações de salinidade e são muito comuns.


Diagnose: D.IlI,27-29; A.23-26; R.3 1-35; corpo como do Cangulo-Rei; lobos frontais da
dorsal mole e anal elevados, mas sem filamento; caudal com lobos alongados. Cinza-azulado
a cinza-oliváceo, com manchas retangulares, escuras e verticais, indistintas, nos flancos,
visíveis especialmente na parte superior do corpo; muitas pintas azuladas na região superior e
outras, brancacentas, na inferior e anal, formando estrias no peito; uma faixa diagonal, clara,
no queixo; margem superior do olho com mancha azul brilhante; os jovens com as manchas
escuras mais distintas. Atinge até cerca de 35 cm.


Pesca e sabor: como o Cangulo-Rei, porém muito mais comum, inclusive no mercado, sendo
largamente consumido; comercialmente é capturado com redes de cerco e espera, na época
em que encarduma, além de linha de fundo. A pesca esportiva é como a do Cangulo-Rei,
porém no verão um só pescador pode capturá-lo em grandes quantidades; se a linha tiver 2-4
anzóis, poderão ser fisgados vários de uma só vez, o que vai aumentar muito a dificuldade do
pescador e a chance de serem mordidos pelos companheiros, que acompanham os presos ao
anzol até a superfície.


Distribuição: Mediterrâneo e Atlântico, no Ocidental da Nova Escócia à Argentina.
Outros nomes: Acará-Mocó, Cangulo, Fantasma, Maracuguara, Peroá, Porquinho; Cochino
Gris.


Detalhe: B. carolinensis Gmelin, 1788, é sinônimo.