Nome: Xaréu Branco
Nome científico: Alectis ciliaris
Família: Carangidae


Características: Sua coloração é prateada, escurecendo no dorso e clareando nos flancos e no ventre e o corpo tem formato romboidal, alto e comprimido, com a parte posterior no formato de triângulo com ápice no início do estreito pedúnculo caudal. A altura do corpo é muito maior em exemplar jovem e mais alongada em exemplar adulto, apresentado carenas no final da linha lateral. Alimenta-se de peixes e crustáceos e sua reprodução ocorre em alto mar durante o verão. Chega a atingir 1 m de comprimento e pode ultrapassar os 15 kg.
Hábitos: São peixes de águas abertas que podem ser encontrados individualmente ou em pequenos cardumes sempre com poucos

indivíduos. Os adultos podem ser localizados junto aos parcéis e recifes em paredões mais profundos. Extremamente combatente e veloz, dá um verdadeiro suadouro àqueles que se dedicam a sua captura. No Brasil ele pode ser encontrado em toda a costa, com exceção feita à costeira gaúcha. Nos estados do Paraná e Santa Catarina é comum ser chamado de galo, principalmente o exemplar mais jovem, por apresentar prolongamentos filiformes nas nadadeira dorsal e anal a exemplo dos galos de penecho ( Selene vômer ).


Curiosidades: Esse valente peixe que enlouquece os pescadores de água salgada pertence à família dos Carangidae e responde pelo nome científico de Alectis ciliaris . A grande diferença física entre jovens e adultos originou outros nomes científicos. No caso dos adultos do Oceano Atlântico, Hynnis cubensis e para os que habitam águas do Pacífico, Hynnis hopkinsi . É conhecido internacionalmente como African Pompano com o recorde absoluto (IGFA) pesando 22,9 kg capturado em abril de 1990 na costa de Daytona Beach, Flórida, USA, por Tom Sargent. Possui vários nomes regionais como: abacataia, aleto, aracanguira, aracimbora, galo, galo alto, galo de fita, peixe galo do Brasil, guaracimbora, entre outros.


Onde encontrar: Em toda a costa brasileira junto à coluna d’água nadam junto à superfície – os exemplares jovens alcançam com mais facilidade. Os adultos são solitários e quando estão em cardumes não passam de poucos exemplares e às vezes costumam caçar na superfície. Sua pesca é feita na costeira normalmente em regiões de mar batido com bastante espuma ou contornando parcéis, lajes, ilhas ou recifes. Nos meses quentes são mais freqüentes em mar aberto.


Dicas para pescá-lo: Procure os xaréus nos parcéis quando a correnteza vier do sul para o leste, isto geralmente ocorre logo após as frentes frias.