Nome: Prejereba
Nome científico: Lobotes surinamensis
Família: Lobotidae


Características: com corpo alto e comprimido, escamas escuras e firmes, cabeça triangular pequena, assim como a boca e os olhos, normalmente são encontradas com tamanho médio de até 80 cm e 10 kg, mas pode alcançar até um metro de comprimento e ultrapassar os 20 kg. Os jovens são idênticos a folhas largas, parecidas com as de mangue. Na maioria das vezes sua coloração é amarronzada com reflexos brancos ou cinza esverdeado nas laterais das nadadeiras cortantes. Os juvenis podem variar entre o preto e o amarelo, além de realizarem mimetismo de acordo com o meio onde se encontra. A nadadeira dorsal, peitoral e anal são alongadas e arredondadas, quase atingindo o final da nadadeira caudal, com espinhos agudos e proeminentes que exigem do pescador muito cuidado no seu manuseio. A caudal é curta e arredondada dando a impressão de que se formam três nadadeiras similares.


Hábitos: carnívoro, apresenta dentes pontiagudos e tem o hábito de se alimentar de pequenos peixes e crustáceos que encontra na flor d’água. Costuma boiar na superfície na maioria das vezes sozinhas ou em pares. Com hábitos diurnos e noturnos sua pesca é mais produtiva no verão. Estão aptos a se reproduzir após o primeiro ano de vida entre os meses de setembro e fevereiro.
Curiosidades: por sua segunda nadadeira dorsal e a anal serem extremamente desenvolvidas os norte-americanos chamam a prejereba de tripletail, que em português quer dizer cauda tripla.


Onde encontrar: podem ser encontradas em todo o litoral brasileiro, desde o Estado do Amapá ao Rio Grande do Sul, em águas costeiras com temperatura em torno de 28ºC. É comum serem encontradas do lado ou sob detritos flutuantes como sargaços, tábuas, bóias, plataformas de petróleo, pedaços de isopor, pilares e outras estruturas passando desapercebidas graças ao seu mimetismo.


Dica para pescá-lo: muito ariscas, fogem a qualquer movimento que se aproxime delas se escondendo entre as estruturas ou afundando rapidamente. Os exemplares mais velhos costumam freqüentar locais de pedras em grandes profundidades. Os mais jovens podem ser encontrados perto da costa, bocas e embocaduras de rios, costões, canais litorâneos, lagoas com água salobra ligadas ao mar e manguezais. É sempre bom lembrar que esses semipelágicos são migratórios e costumam estar sempre onde houver alguma estrutura boiando.